Homenagem póstuma ao Zé Adriano (Padrinho e Tuno Honorário da TMB)


Cumprimento,
Todas as entidades civis e religiosas aqui presentes,
Famílias, amigos, paroquianos e demais cidadãos,
Caríssima comunidade do Instituto Politécnico de Bragança – docentes, funcionários, alunos, Tunas e outras Associações,
- Exmo. Senhor Presidente da Escola Superior de Tecnologia e Gestão, Prof. Doutor Nuno Ribeiro, Senhores Subdiretores, funcionários, docentes e alunos desta escola,
- Exmo. Senhor Presidente do Instituto Politécnico de Bragança, Prof. Doutor Orlando Rodrigues, Senhores Vice Presidentes, Pró-Presidentes e demais órgãos,
- Exmos. Senhores Fundadores e Tunos Honorários da RaussTuna, Prof. Doutor Vítor Gonçalves, Prof. Doutora Augusta Mata e Reverendo Padre Humberto Coelho,
- Saúdo também os órgãos administrativos da RaussTuna e, naturalmente, estendo nas suas pessoas, um afetuoso abraço a todos os elementos que constituem esta Associação,
- Finalmente, cumprimento de forma calorosa a família do Zé Adriano; em particular, a Teresa, o André e a Adriana. Estamos verdadeiramente gratos e honrados pela Vossa presença nesta humilde homenagem que aqui hoje concretizamos
- Meus Senhoras e Minhas Senhoras,
O Zé era um Ser Humano de causas, determinado, dinâmico, capaz, leal, justo e, sem dúvida, um verdadeiro exemplo de vida para mim pessoalmente e para cada um destes jovens que aqui se encontra presente. Provavelmente poucos foram os estudantes que tiveram a oportunidade de privar com ele desta forma, com a intensidade de cada um dos momentos vividos com que nos presenteava, com a amizade reciproca e com a alegria contagiante evidente no seu rosto em estar “com a minha rapaziada” como ele tanto gostava de referir.
O orgulho em nós era visível, não só no projeto em si que, sem margem para dúvidas também fundou, mas, também, em cada uma das nossas conquistas como um todo. Quando estava connosco mostrava sempre a preocupação em saber os problemas da Tuna, os elementos existentes, os projetos futuros, as músicas originais que tínhamos e, acreditem, por vezes, até com o alinhamento para algumas atuações se preocupava. Mas mais do que a Tuna, tinha o cuidado de saber os nossos resultados académicos bem como a própria vida profissional daqueles que já trabalham, especialmente, dos mais velhos que foram alunos dele no curso de informática de gestão e que já o conheciam desde 2007. 
Estava connosco não como professor, não como doutor, não como pró-presidente, nem como diretor, estava sim como amigo, como um verdadeiro Tuno; entoava brindes e cânticos ao som do seu instrumento de eleição: a pandeireta. Era mais um jovem no meio de tantos, era essa a forma de estar na sua Tuna e, claro, conhecer como todos o conhecemos, sabemos bem que, para ele, seria impossível ser e estar de outra forma. Era genuíno, mas, também, emotivo. Enfim, não conseguia disfarçar, aliás, nem sequer tentava. Era ele! Era a forma de viver a Tuna e a sua vida. Dificilmente, devido à sua enorme expressividade, nos conseguia esconder qualquer sentimento. 
Vimo-lo triste, feliz, chateado, orgulhoso, emotivo, enfim, de várias formas, o que nos permite afirmar que conhecemos o verdadeiro Zé, ou seja, frontal quando tinha de ser, preocupado, amigo do seu amigo, leal, justo, alegre, dinâmico, determinado e, claro, um líder nato. 
Privar com ele nos vários momentos que estivemos juntos foi para nós um privilégio, mas, sobretudo, uma verdadeira honra. O respeito, a gratidão e o reconhecimento são, provavelmente, as três palavras que melhor se aproximam daquilo que sentimos e continuaremos para sempre a nutrir por ele. 
Valeu a pena, tantas mas tentas vezes nos chamar a atenção, dizendo, “rapaziada conhaque é conhaque, trabalho é trabalho”. No inicio riamo-nos, hoje, como Homens e Mulheres, compreendemos bem a mensagem e fazemos questão de a passar às gerações vindouras.
Valeu a pena, pelo exemplo pessoal, académico e profissional, que foi para cada um de nós, pela sua forma infensa de viver, de estar e de ser. Era um professor a tempo inteiro e a sua especialização era a educação dos jovens orientada para os valores que qualquer Ser Humano deve ter na sociedade civil.
Valeu a pena, pela conquista da nossa liberdade, pela capacidade de resistência com que sempre nos habitou e, também, pelo seu inquestionável contributo na construção da identidade da nossa Tuna. 
E, sem dúvida, valeu a pena, em 2009, numa noite de inverno com a cidade vestida de branco, ir a casa dele e bebermos a tal garrafa do vinho do Porto que ele tanto gostava de referir. Essa garrafa ainda hoje assinala a fundação da nossa Associação.
Assim e, espero não me emocionar: 
Pela sincera e pura amizade!
Pela capacidade de liderança e sabedoria!
Pela energia contagiante!
Pela coragem e determinação!
Pela sua extraordinária vivacidade!
Pelo valioso contributo jamais esquecido!
Por todos os momentos únicos passados!
Pela excecional capacidade de formar jovens!
Pelo legado e, sobretudo, pelo futuro da RaussTuna!
Obrigado......Zé!

Bruno Miguel F. Gonçalves, Associado Fundador da TMB

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